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Quanto custa um software sob medida em 2026

Faixas de preço de software sob medida no Brasil, como o valor é calculado em horas, custos depois da entrega e o que exigir na proposta, com premissas.

autoria
SDI
publicado em
leitura
9 min

Consulta em outubro de 2026; faixas de mercado referentes a 2025. Nas estimativas de software houses brasileiras reunidas em um texto da comunidade Sebrae/PR, um sistema web simples custa de R$ 15.000 a R$ 40.000; uma plataforma com vários módulos, de R$ 40.000 a R$ 100.000; um aplicativo móvel com painel, de R$ 70.000 a R$ 150.000 ou mais. Na SDI, projetos partem de R$ 15.000, e a hora de desenvolvimento, de R$ 160. Abaixo, de onde vêm esses números e como montar um orçamento que dê para comparar.

Quanto custa em 2026 #

As faixas publicadas vão de R$ 15.000 para um sistema simples a R$ 300.000 ou mais para software corporativo de alta escala. A maior parte dos projetos de pequenas e médias empresas fica entre R$ 15.000 e R$ 100.000. Os números são estimativas de mercado, sem metodologia declarada, e servem como ordem de grandeza.

Tipo de sistema Exemplo Faixa de mercado (2025) Referência SDI
Sistema simples Cadastro, login, permissões e relatórios para uma área da empresa R$ 15.000 a R$ 40.000 a partir de R$ 15.000
Plataforma web com vários módulos Pedidos, estoque e financeiro integrados, com perfis de acesso R$ 40.000 a R$ 100.000 R$ 40.000 a R$ 100.000
Aplicativo móvel com painel de gestão App para equipe de campo ou clientes, com painel web R$ 70.000 a R$ 150.000 ou mais sob levantamento
Software corporativo de alta escala Muitos usuários simultâneos, alta disponibilidade, vários sistemas integrados R$ 150.000 a R$ 300.000 ou mais sob levantamento

Fonte das faixas de mercado: texto de autor publicado na Comunidade Sebrae/PR, “fatores que influenciam no orçamento de um software sob medida”, que apresenta os valores como estimativas médias praticadas por software houses brasileiras em 2025 (não é pesquisa do Sebrae). Consultado em 27/10/2026.

Valores da SDI são de referência. Cada projeto é dimensionado após levantamento do escopo; o valor final consta na proposta.

Como o preço é calculado #

Quase todo orçamento de software é, no fundo, horas estimadas vezes valor da hora. O que muda entre fornecedores é o que entra nas horas: só programação, ou também levantamento, desenho de telas, testes, implantação, documentação e gestão. Uma proposta barata quase sempre deixou alguma dessas etapas de fora.

O valor da hora tem um piso: o custo de quem desenvolve. Medianas nacionais do Guia Salarial 2026 da Robert Half para desenvolvedor full-stack (valor mensal presumido; a página não informa o período), com a premissa de 1,8 vez o salário para encargos e benefícios CLT e 160 horas por mês:

Nível Salário mediano Custo estimado por hora (× 1,8 ÷ 160)
Júnior R$ 6.850 ≈ R$ 77
Pleno R$ 12.400 ≈ R$ 140
Sênior R$ 16.250 ≈ R$ 183

Sobre esse custo entram impostos, ferramentas, horas não faturáveis e margem. Por isso, se a hora de uma proposta ficar muito abaixo de R$ 140, vale perguntar o que ficou de fora.

Etapas que devem aparecer, com horas, em qualquer proposta:

Etapa O que entrega Sinal de alerta se faltar
Levantamento Lista de funcionalidades, regras de negócio e critérios de aceite O escopo vira discussão no meio do projeto
Desenho de telas Protótipo navegável validado antes de programar Retrabalho depois que o usuário vê o sistema
Desenvolvimento Código, integrações e banco de dados —
Testes Testes automatizados e roteiro de homologação Erros descobertos em produção
Implantação Servidor, domínio, backup, monitoramento e migração de dados O sistema fica pronto, mas não vai ao ar
Documentação e repasse Manual técnico, credenciais e treinamento Dependência total do fornecedor

Três exemplos com premissas #

Os três exemplos usam a mesma regra: horas estimadas para todas as etapas, multiplicadas pela hora de referência da SDI, de R$ 160. As horas são premissa editorial, só para ilustrar a conta: não são orçamento da SDI. Integrações com sistemas sem API documentada, migração de dados antigos e regras fiscais podem dobrar a estimativa.

Cenário O que inclui Horas estimadas (premissa) Conta ilustrativa a R$ 160/h Faixa de mercado
A. Controle interno Cadastro, login, 3 perfis de acesso, 5 relatórios, 1 importação de planilha 150 a 250 h R$ 24.000 a R$ 40.000 R$ 15.000 a R$ 40.000
B. Plataforma de operação 4 módulos (pedidos, estoque, financeiro, cadastros), 2 integrações com API documentada (ERP e e-mail), painel 300 a 600 h R$ 48.000 a R$ 96.000 R$ 40.000 a R$ 100.000
C. App de campo com painel App para Android e iOS com uso sem internet, fotos e assinatura, painel web, 1 integração 450 a 900 h R$ 72.000 a R$ 144.000 R$ 70.000 a R$ 150.000 ou mais

O que mais move a estimativa dentro de cada faixa:

  • Integrações. Uma API documentada e estável custa pouco. Um sistema antigo sem API, que exige leitura de banco de dados ou arquivos, pode custar mais que o resto do projeto. Veja também o que envolve uma integração de sistemas.
  • Regras de negócio. Cálculo de comissão, preço por tabela, regras fiscais: cada exceção é código e teste.
  • Perfis de acesso e auditoria. Registrar quem fez o quê, com histórico, é trabalho a mais, e às vezes exigência legal.
  • Uso sem internet em aplicativos, com sincronização depois, é um dos itens que mais encarecem um app.
  • Migração de dados. Limpar e importar dados de planilhas ou de um sistema antigo raramente leva menos de alguns dias.

Custos depois da entrega #

Software pronto continua custando. Há infraestrutura (servidor, banco de dados, backup, domínio, e-mail transacional) e há horas de manutenção para correções, atualizações de segurança das bibliotecas e pequenas mudanças. Esses custos precisam estar estimados antes de contratar, separados do valor do projeto.

Custo recorrente O que é Quem costuma pagar
Servidor ou nuvem Máquina virtual ou serviço gerenciado onde o sistema roda Empresa contratante, em conta própria
Banco de dados e backup Banco gerenciado ou no servidor, com cópia fora dele Empresa contratante
Domínio, certificado e e-mail transacional Endereço do sistema e envio de e-mails automáticos Empresa contratante
Serviços de terceiros Mapas, SMS, WhatsApp, emissão fiscal, assinatura eletrônica Empresa contratante, conforme o uso
Manutenção corretiva e de segurança Correção de erros, atualização de bibliotecas e do sistema operacional Banco de horas ou contrato mensal
Evolução Funcionalidades novas Banco de horas ou nova fase com preço fechado

Dois cuidados. Primeiro, as contas de infraestrutura devem ficar em nome da empresa, não do fornecedor, para que uma troca de fornecedor não vire uma migração forçada. Segundo, um sistema sem atualização de bibliotecas acumula vulnerabilidades conhecidas: reserve horas de manutenção mesmo nos meses sem funcionalidade nova. Na SDI, evoluções são orçadas pela hora de desenvolvimento (a partir de R$ 160), e os custos de terceiros aparecem separados do nosso honorário.

Modelos de contratação #

Há três modelos comuns: preço fechado por escopo, cobrança por hora (ou por sprint) e alocação mensal de equipe. Nenhum é melhor em todos os casos. Preço fechado protege o orçamento quando o escopo é pequeno e claro; cobrança por hora acompanha melhor um produto que muda conforme o uso real.

Modelo Como funciona Bom para Cuidado
Preço fechado Valor fixo para um escopo descrito, pago por marcos Primeira versão, escopo pequeno e bem definido Toda mudança vira aditivo; o fornecedor embute margem de risco
Por hora ou por sprint Horas registradas, com relatório e prioridades revistas a cada ciclo Evolução contínua, escopo que vai sendo descoberto Exige acompanhamento e relatório de horas por tarefa
Alocação mensal Uma ou mais pessoas dedicadas, valor mensal Produtos com fila constante de mudanças Custo fixo mesmo em meses com pouca demanda

Um caminho que reduz risco: fechar a primeira fase (a menor versão que já resolve o problema principal) com preço fixo e critérios de aceite, colocar em uso e só então decidir as próximas fases com base no uso real.

Sob medida ou sistema pronto #

Antes de orçar um sistema, confira se um produto pronto (SaaS ou ERP de mercado) resolve 80% do problema. Desenvolver faz sentido quando o processo é o diferencial da empresa, quando os produtos prontos exigem contornos manuais diários ou quando a integração entre sistemas é o que falta.

Critério Sistema pronto (SaaS ou ERP) Software sob medida
Custo inicial Baixo: implantação e mensalidade Alto: projeto completo
Custo recorrente Mensalidade por usuário, que cresce com a equipe Infraestrutura e manutenção, que não crescem por usuário
Prazo para começar a usar Dias ou semanas Semanas ou meses
Aderência ao processo A empresa se adapta ao sistema O sistema segue o processo
Dependência Do fornecedor do produto Do código e da documentação, que devem ser da empresa
Quando escolher Processos padrão (contabilidade, folha, CRM comum) Processo próprio, integração entre sistemas, regra que nenhum produto cobre

Uma terceira opção, muitas vezes a mais barata: manter os sistemas prontos e desenvolver só a integração ou a automação entre eles.

O que exigir na proposta #

Uma boa proposta de software lista as funcionalidades com critério de aceite, as horas por etapa, o que não está incluso, os custos de terceiros separados e quem é dono do código. Sem esses itens, o preço não diz nada, e duas propostas não podem ser comparadas.

Itens que devem estar escritos:

  1. Escopo com critérios de aceite. Cada funcionalidade com uma frase que permita dizer “está pronto” ou “não está”.
  2. Horas por etapa, incluindo levantamento, testes, implantação e documentação.
  3. Lista do que não está incluso. Licenças, infraestrutura, migração de dados, integrações não listadas.
  4. Código-fonte em repositório da empresa contratante, com acesso desde o primeiro dia.
  5. Cessão dos direitos patrimoniais do software para a contratante. A Lei do Software (Lei 9.609/1998) trata da titularidade no art. 4º, mas o caminho seguro é cláusula expressa no contrato.
  6. Ambientes e credenciais em nome da empresa: nuvem, domínio, banco de dados, lojas de aplicativo.
  7. Período de garantia para correção de erros sem custo, com prazo definido.
  8. Valor da hora para mudanças fora do escopo e para a manutenção depois da entrega.
  9. Plano de saída: documentação técnica suficiente para outro fornecedor continuar.

Na SDI, todo projeto é entregue com diagrama, documentação e credenciais em nome do cliente, e os custos de terceiros aparecem separados. Projetos de desenvolvimento partem de R$ 15.000; sistemas médios ficam entre R$ 40.000 e R$ 100.000. O escopo, incluindo o que não fazemos, está na página de desenvolvimento de software, e as faixas de todos os serviços estão em preços.

Perguntas frequentes

Quanto custa um sistema simples sob medida?

Um sistema web simples, com cadastro, login, permissões e relatórios, fica entre R$ 15.000 e R$ 40.000 nas estimativas de software houses brasileiras referentes a 2025. Na SDI, projetos partem de R$ 15.000. O valor final depende das integrações e das regras de negócio, que são o que mais varia de um projeto para outro.

Por que dois orçamentos para o mesmo sistema dão valores tão diferentes?

Porque cada fornecedor imaginou um escopo diferente. Um pode ter incluído testes, documentação, implantação e período de garantia; outro pode ter orçado só as telas. Peça que as propostas listem as funcionalidades, as integrações, as horas estimadas por etapa e o que não está incluso. Só assim dá para comparar.

É melhor pagar por hora ou preço fechado?

Preço fechado funciona quando o escopo está bem descrito e é pequeno, como a primeira versão de um sistema. Por hora (ou por sprint) funciona melhor para evoluções contínuas, quando as prioridades mudam. Um modelo comum é fechar a primeira fase com preço fixo e seguir as evoluções cobradas por hora.

Quanto custa manter um software depois de pronto?

Há dois custos: infraestrutura (servidor, banco de dados, backup, domínio) e horas de manutenção para correções, atualizações de segurança e pequenas mudanças. As horas dependem do ritmo de mudanças do negócio. Planeje esse valor antes de contratar, para não ter um sistema que ninguém atualiza.

O código do software fica com a empresa que contratou?

Deveria, e isso precisa estar escrito no contrato: cessão dos direitos patrimoniais, código-fonte em repositório da empresa contratante, documentação e credenciais de todos os ambientes em nome dela. Sem essas cláusulas, a empresa pode ficar dependente do fornecedor para qualquer mudança.

Sobre a SDI

Os artigos do blog são escritos pela equipe da SDI — Serviços Digitais Integrados e assinados pela empresa. Somos três sócios técnicos que projetam, documentam e mantêm redes, servidores, integrações e automações com IA para pequenas e médias empresas. Quando um sócio revisa a parte técnica, o nome dele aparece no topo do artigo.

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