LGPD técnica para pequenas empresas: 20 controles de TI
Categoria: Custos e gestão de TI
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Faixas de preço de software sob medida no Brasil, como o valor é calculado em horas, custos depois da entrega e o que exigir na proposta, com premissas.
Consulta em outubro de 2026; faixas de mercado referentes a 2025. Nas estimativas de software houses brasileiras reunidas em um texto da comunidade Sebrae/PR, um sistema web simples custa de R$ 15.000 a R$ 40.000; uma plataforma com vários módulos, de R$ 40.000 a R$ 100.000; um aplicativo móvel com painel, de R$ 70.000 a R$ 150.000 ou mais. Na SDI, projetos partem de R$ 15.000, e a hora de desenvolvimento, de R$ 160. Abaixo, de onde vêm esses números e como montar um orçamento que dê para comparar.
As faixas publicadas vão de R$ 15.000 para um sistema simples a R$ 300.000 ou mais para software corporativo de alta escala. A maior parte dos projetos de pequenas e médias empresas fica entre R$ 15.000 e R$ 100.000. Os números são estimativas de mercado, sem metodologia declarada, e servem como ordem de grandeza.
| Tipo de sistema | Exemplo | Faixa de mercado (2025) | Referência SDI |
|---|---|---|---|
| Sistema simples | Cadastro, login, permissões e relatórios para uma área da empresa | R$ 15.000 a R$ 40.000 | a partir de R$ 15.000 |
| Plataforma web com vários módulos | Pedidos, estoque e financeiro integrados, com perfis de acesso | R$ 40.000 a R$ 100.000 | R$ 40.000 a R$ 100.000 |
| Aplicativo móvel com painel de gestão | App para equipe de campo ou clientes, com painel web | R$ 70.000 a R$ 150.000 ou mais | sob levantamento |
| Software corporativo de alta escala | Muitos usuários simultâneos, alta disponibilidade, vários sistemas integrados | R$ 150.000 a R$ 300.000 ou mais | sob levantamento |
Fonte das faixas de mercado: texto de autor publicado na Comunidade Sebrae/PR, “fatores que influenciam no orçamento de um software sob medida”, que apresenta os valores como estimativas médias praticadas por software houses brasileiras em 2025 (não é pesquisa do Sebrae). Consultado em 27/10/2026.
Valores da SDI são de referência. Cada projeto é dimensionado após levantamento do escopo; o valor final consta na proposta.
Quase todo orçamento de software é, no fundo, horas estimadas vezes valor da hora. O que muda entre fornecedores é o que entra nas horas: só programação, ou também levantamento, desenho de telas, testes, implantação, documentação e gestão. Uma proposta barata quase sempre deixou alguma dessas etapas de fora.
O valor da hora tem um piso: o custo de quem desenvolve. Medianas nacionais do Guia Salarial 2026 da Robert Half para desenvolvedor full-stack (valor mensal presumido; a página não informa o período), com a premissa de 1,8 vez o salário para encargos e benefícios CLT e 160 horas por mês:
| Nível | Salário mediano | Custo estimado por hora (× 1,8 ÷ 160) |
|---|---|---|
| Júnior | R$ 6.850 | ≈ R$ 77 |
| Pleno | R$ 12.400 | ≈ R$ 140 |
| Sênior | R$ 16.250 | ≈ R$ 183 |
Sobre esse custo entram impostos, ferramentas, horas não faturáveis e margem. Por isso, se a hora de uma proposta ficar muito abaixo de R$ 140, vale perguntar o que ficou de fora.
Etapas que devem aparecer, com horas, em qualquer proposta:
| Etapa | O que entrega | Sinal de alerta se faltar |
|---|---|---|
| Levantamento | Lista de funcionalidades, regras de negócio e critérios de aceite | O escopo vira discussão no meio do projeto |
| Desenho de telas | Protótipo navegável validado antes de programar | Retrabalho depois que o usuário vê o sistema |
| Desenvolvimento | Código, integrações e banco de dados | — |
| Testes | Testes automatizados e roteiro de homologação | Erros descobertos em produção |
| Implantação | Servidor, domínio, backup, monitoramento e migração de dados | O sistema fica pronto, mas não vai ao ar |
| Documentação e repasse | Manual técnico, credenciais e treinamento | Dependência total do fornecedor |
Os três exemplos usam a mesma regra: horas estimadas para todas as etapas, multiplicadas pela hora de referência da SDI, de R$ 160. As horas são premissa editorial, só para ilustrar a conta: não são orçamento da SDI. Integrações com sistemas sem API documentada, migração de dados antigos e regras fiscais podem dobrar a estimativa.
| Cenário | O que inclui | Horas estimadas (premissa) | Conta ilustrativa a R$ 160/h | Faixa de mercado |
|---|---|---|---|---|
| A. Controle interno | Cadastro, login, 3 perfis de acesso, 5 relatórios, 1 importação de planilha | 150 a 250 h | R$ 24.000 a R$ 40.000 | R$ 15.000 a R$ 40.000 |
| B. Plataforma de operação | 4 módulos (pedidos, estoque, financeiro, cadastros), 2 integrações com API documentada (ERP e e-mail), painel | 300 a 600 h | R$ 48.000 a R$ 96.000 | R$ 40.000 a R$ 100.000 |
| C. App de campo com painel | App para Android e iOS com uso sem internet, fotos e assinatura, painel web, 1 integração | 450 a 900 h | R$ 72.000 a R$ 144.000 | R$ 70.000 a R$ 150.000 ou mais |
O que mais move a estimativa dentro de cada faixa:
Software pronto continua custando. Há infraestrutura (servidor, banco de dados, backup, domínio, e-mail transacional) e há horas de manutenção para correções, atualizações de segurança das bibliotecas e pequenas mudanças. Esses custos precisam estar estimados antes de contratar, separados do valor do projeto.
| Custo recorrente | O que é | Quem costuma pagar |
|---|---|---|
| Servidor ou nuvem | Máquina virtual ou serviço gerenciado onde o sistema roda | Empresa contratante, em conta própria |
| Banco de dados e backup | Banco gerenciado ou no servidor, com cópia fora dele | Empresa contratante |
| Domínio, certificado e e-mail transacional | Endereço do sistema e envio de e-mails automáticos | Empresa contratante |
| Serviços de terceiros | Mapas, SMS, WhatsApp, emissão fiscal, assinatura eletrônica | Empresa contratante, conforme o uso |
| Manutenção corretiva e de segurança | Correção de erros, atualização de bibliotecas e do sistema operacional | Banco de horas ou contrato mensal |
| Evolução | Funcionalidades novas | Banco de horas ou nova fase com preço fechado |
Dois cuidados. Primeiro, as contas de infraestrutura devem ficar em nome da empresa, não do fornecedor, para que uma troca de fornecedor não vire uma migração forçada. Segundo, um sistema sem atualização de bibliotecas acumula vulnerabilidades conhecidas: reserve horas de manutenção mesmo nos meses sem funcionalidade nova. Na SDI, evoluções são orçadas pela hora de desenvolvimento (a partir de R$ 160), e os custos de terceiros aparecem separados do nosso honorário.
Há três modelos comuns: preço fechado por escopo, cobrança por hora (ou por sprint) e alocação mensal de equipe. Nenhum é melhor em todos os casos. Preço fechado protege o orçamento quando o escopo é pequeno e claro; cobrança por hora acompanha melhor um produto que muda conforme o uso real.
| Modelo | Como funciona | Bom para | Cuidado |
|---|---|---|---|
| Preço fechado | Valor fixo para um escopo descrito, pago por marcos | Primeira versão, escopo pequeno e bem definido | Toda mudança vira aditivo; o fornecedor embute margem de risco |
| Por hora ou por sprint | Horas registradas, com relatório e prioridades revistas a cada ciclo | Evolução contínua, escopo que vai sendo descoberto | Exige acompanhamento e relatório de horas por tarefa |
| Alocação mensal | Uma ou mais pessoas dedicadas, valor mensal | Produtos com fila constante de mudanças | Custo fixo mesmo em meses com pouca demanda |
Um caminho que reduz risco: fechar a primeira fase (a menor versão que já resolve o problema principal) com preço fixo e critérios de aceite, colocar em uso e só então decidir as próximas fases com base no uso real.
Antes de orçar um sistema, confira se um produto pronto (SaaS ou ERP de mercado) resolve 80% do problema. Desenvolver faz sentido quando o processo é o diferencial da empresa, quando os produtos prontos exigem contornos manuais diários ou quando a integração entre sistemas é o que falta.
| Critério | Sistema pronto (SaaS ou ERP) | Software sob medida |
|---|---|---|
| Custo inicial | Baixo: implantação e mensalidade | Alto: projeto completo |
| Custo recorrente | Mensalidade por usuário, que cresce com a equipe | Infraestrutura e manutenção, que não crescem por usuário |
| Prazo para começar a usar | Dias ou semanas | Semanas ou meses |
| Aderência ao processo | A empresa se adapta ao sistema | O sistema segue o processo |
| Dependência | Do fornecedor do produto | Do código e da documentação, que devem ser da empresa |
| Quando escolher | Processos padrão (contabilidade, folha, CRM comum) | Processo próprio, integração entre sistemas, regra que nenhum produto cobre |
Uma terceira opção, muitas vezes a mais barata: manter os sistemas prontos e desenvolver só a integração ou a automação entre eles.
Uma boa proposta de software lista as funcionalidades com critério de aceite, as horas por etapa, o que não está incluso, os custos de terceiros separados e quem é dono do código. Sem esses itens, o preço não diz nada, e duas propostas não podem ser comparadas.
Itens que devem estar escritos:
Na SDI, todo projeto é entregue com diagrama, documentação e credenciais em nome do cliente, e os custos de terceiros aparecem separados. Projetos de desenvolvimento partem de R$ 15.000; sistemas médios ficam entre R$ 40.000 e R$ 100.000. O escopo, incluindo o que não fazemos, está na página de desenvolvimento de software, e as faixas de todos os serviços estão em preços.
Um sistema web simples, com cadastro, login, permissões e relatórios, fica entre R$ 15.000 e R$ 40.000 nas estimativas de software houses brasileiras referentes a 2025. Na SDI, projetos partem de R$ 15.000. O valor final depende das integrações e das regras de negócio, que são o que mais varia de um projeto para outro.
Porque cada fornecedor imaginou um escopo diferente. Um pode ter incluído testes, documentação, implantação e período de garantia; outro pode ter orçado só as telas. Peça que as propostas listem as funcionalidades, as integrações, as horas estimadas por etapa e o que não está incluso. Só assim dá para comparar.
Preço fechado funciona quando o escopo está bem descrito e é pequeno, como a primeira versão de um sistema. Por hora (ou por sprint) funciona melhor para evoluções contínuas, quando as prioridades mudam. Um modelo comum é fechar a primeira fase com preço fixo e seguir as evoluções cobradas por hora.
Há dois custos: infraestrutura (servidor, banco de dados, backup, domínio) e horas de manutenção para correções, atualizações de segurança e pequenas mudanças. As horas dependem do ritmo de mudanças do negócio. Planeje esse valor antes de contratar, para não ter um sistema que ninguém atualiza.
Deveria, e isso precisa estar escrito no contrato: cessão dos direitos patrimoniais, código-fonte em repositório da empresa contratante, documentação e credenciais de todos os ambientes em nome dela. Sem essas cláusulas, a empresa pode ficar dependente do fornecedor para qualquer mudança.
Os artigos do blog são escritos pela equipe da SDI — Serviços Digitais Integrados e assinados pela empresa. Somos três sócios técnicos que projetam, documentam e mantêm redes, servidores, integrações e automações com IA para pequenas e médias empresas. Quando um sócio revisa a parte técnica, o nome dele aparece no topo do artigo.
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